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De trilha secundária, Creator Economy é protagonista no maior evento de publicidade do mundo

Meio & Mensagem

O mais importante é que estamos vendo, atônitos, essa transformação que já se tornou realidade.

Volto de Cannes muito inspirado para fazer mais e com qualidade. Foram dias desafiadores por conta do fuso e da enorme quantidade de compromissos, palestras e encontros que fizeram dessa 71 edição acredito que uma das mais especiais. Mais adiante explicarei o porquê. Entre os destaques, acompanhamos com orgulho a performance das grandes agências de criatividade brasileiras que continuam a cavar seu lugar ao sol e a levar os tão desejados leões para casa.

O Brasil levou 92 leões para casa, entre Grand Prixs, outros, pratas e bronzes, encerrando o festival como o terceiro país mais premiado. Isso é de uma enorme grandeza e mostra o compromisso dessas agências em levar inovação e outras pautas para a realidade das marcas. E falando em realidade, nesse artigo, gostaria de destacar um dos momentos mais fortes e importantes para o meu aprendizado. De forma autêntica e nova, chamo a atenção para uma pauta relevante e de grande repercussão que vimos com os nossos olhos: a relevância do Creator Econony para todo o ecossistema de negócios e inovação, que deixou de ser um assunto secundário no festival e passou a ganhar destaque e foco.

Com maestria que merece e, pela primeira vez no Cannes Lions, foi criado no rooftop do Palais, um hub de criação para que os creators pudesses pensar e desenvolver conteúdos sobre o evento com destaque para as trilhas de palestras. Um espaço para amplas conexões e de reconhecimento ao trabalho desses grandes e inspiradores profissionais, os quais eu posso dizer que represento também por ser um.

Digo que são criadores de realidade, espelhos d´água que refletem o que consumidor anseia, pensa e que gostaria de expressar. A influência dos criadores de conteúdo nunca foi tão marcante. As empresas agora reconhecem a importância de colaborar com personalidades que não apenas alcancem, mas também representam autenticamente suas marcas.

Um exemplo notável foi a campanha de Cerave, “Michael Cerave”, vencedora de um Gran Prix, que habilmente explorou a semelhança entre o nome de Michael Cera e seus produtos à base de ceramidas, desenvolvidos com dermatologistas, não pelo ator Michael Cera.

Tecnologia na criação

Outro ponto marcante no evento, que eu não poderia deixar de mencionar, é a inteligência artificial que promete revolucionar o entretenimento, embora sua implementação criativa ainda esteja em estágios iniciais. Estamos testemunhando a “era de descoberta da IA”, onde sua capacidade de criar experiências imersivas e personalizadas está sendo explorada por marcas que buscam se destacar.

Um exemplo é a campanha “Handshake Hunt” do Mercado Libre, vencedora de um Gran Prix na categoria de Mídia, que utilizou IA para gerar anúncios e ofertas em tempo real diretamente dentro do conteúdo de TV, eliminando a espera pelos intervalos comerciais tradicionais. Como mensagem final de um expectador que teve o coração e a alma aquecida, mesmo em meio a um mercado tão tradicional como a publicidade e o própria festival de Cannes, o Creator Economy não é mais, e não será, apenas mais uma trilha secundária no evento. Se ainda não figura na velocidade que o mercado espera e precisa, estamos caminhando nessa direção.

O mais importante é que estamos vendo, atônitos, essa transformação que já se tornou realidade.

Até logo, Cannes!

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