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Festival de Cannes é muito mais que um festival de criatividade

Meio & Mensagem

É um festival de aprendizados, tecnologia, desejos, novidades, encontros, dados, insights, propósitos e, também, de muitas frustrações

Volto desta experiência rica de conhecimentos exatamente como eu previa: estou ainda inquieto, com aquela adrenalina de ter tido a oportunidade de absorver ideias de diferentes cantos do mundo e, também, um pouquinho frustrado por não ter visto tudo. Foi preciso escolher, já que Cannes sempre tem muito a oferecer, muito além do disposto na sua programação.

Todas as características que o Festival traz estão conectadas. Primeiramente, por meio de uma vontade de usar o poder da criatividade, o poder de uma ideia para mudar o ponteiro das marcas, de inovar, de ser disruptivo, de mudar o mundo. Há, igualmente, uma gama de coisas novas aos nossos olhos, e de momentos, que cada um levará na sua bagagem de aprendizados.

Gostaria de destacar a palestra surpresa do Edu Lyra, fundador e CEO da ONG Gerando Falcões, voltada à promoção social de crianças e adolescentes por meio do esporte e da cultura. Que história incrível a desse cara.

Quero, também, trazer o case(Grand Prix na categoria Print & Publishing)de um jornal libanês, Annahar, o maior do país. O veículo abriu mão de sua edição impressa – a favor da democracia – com a doação de papel e tinta suficientes para a impressão de cédulas para toda a população votante no Líbano. O objetivo era assegurar a realização das eleições, em um momento considerado apreensivo no país.

Igualmente, não posso deixar de mencionar a ação “Less talk, more Bitcoin”, da Accenture Song NY para Coinbase (Grand Prix na categoria Direct Lions). Trata-se de um filme sem investimento de produção, que continha apenas um QR Code em movimento, reportado em uma tela preta. Aqueles que apontassem o celular, ganhavam um crédito de apenas US$ 15 em Bitcoin, considerando novos usuários. Os antigos teriam a oportunidade de participar de um sorteio cuja quantia era a de US$ 1 milhão. Foram mais de 20 milhões de acessos, durante 1 minuto de propaganda.

Trago recordações do filme da Fadinha Rayssa – skatista brasileira -, da Wieden + Kennedy, que emociona todas as vezes que ele é visto. Da criação de um mendigo em um metaverso, para questionar a invisibilidade de pessoas em situação de rua na vida real.

Relembro o painel Luxo 3.0, para falar de moda, com nomes como o do Dario Gargiulo, da Bottega Veneta. Ele, por exemplo, contou que o momento de saída do Instagram caracterizou o maior crescimento de sua empresa, no mesmo instante em que a marca tirava, também, o logotipo de seus produtos.

Por fim, e não menos importante (pelo contrário, já que tudo é feito de pessoas), quero realçar o privilégio que é trocar conhecimento, e a consequente transformação que acontece conosco, por meio de uma simples conversa, ao falarmos de eventuais frustrações, e a vontade de criarmos histórias verdadeiras e pertinentes, a partir de insights humanos.

Isso tudo é prova de que o Festival está mais vivo do que nunca, celebrando o que temos de mais valioso: as ideias. E que venha a próxima edição!

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