Entre leões, festas e reuniões, Cannes revela que existem muitos tipos de ouro além da estatueta

Tiago Trindade
Sócio, CCO e cofundador da Digital Favela
23 de junho de 2026 - 14h24
Todos os anos, centenas de profissionais brasileiros desembarcam em Cannes em busca do seu ouro.
Porque nem todo ouro de Cannes vem em forma de leão.
Sim, o metal mais desejado do festival é a estatueta que brilha em qualquer recepção de agência.
Aquele que pode mudar carreiras, valorizar agências, abrir portas e colocar o nome na história. Pelo menos da propaganda.
Mas em Cannes, existem diversos ouros a se buscar.
Tem aquele café, ou almoço que você conseguiu marcar depois de meses tentando falar com alguém no Brasil.
Tem o ouro de uma proposta internacional que um criativo recebe ao se destacar.
O ouro daquela proposta de aumento, ou promoção.
Existe o ouro dos grandes grupos de comunicação, que disputam atenção para mostrar sua força, influência e capacidade de moldar o futuro da indústria.
Existe o ouro das plataformas, que travam uma batalha silenciosa pelas praias mais disputadas da Riviera Francesa, transformando metros quadrados de areia em territórios estratégicos de relacionamento.
Existe o ouro dos iates, das festas e dos encontros que acontecem longe dos palcos oficiais. Afinal, parte dos negócios mais importantes do festival continua acontecendo entre um rosé e uma conversa informal.
Existe o ouro do conteúdo. Dos creators, jornalistas e profissionais que transformam seus insights em posts, vídeos, newsletters e relatórios.
Existe o ouro do networking. O ouro do aprendizado. O ouro da inspiração. E o ouro de encontrar alguém do outro lado do mundo, que pensa diferente e faz você voltar para casa enxergando novas possibilidades.
No final é isso. Venha pra Cannes e não volte sem seu ouro.
