Leitura comparativa
Como a paleta mudou, ano a ano.
Aqui a comparação é sempre relativa — um ano contra o outro, um nível de prêmio contra o outro. Não afirmamos se a publicidade é "clara" ou "escura" em termos absolutos: isso exigiria comparar com campanhas fora de Cannes. Métricas calculadas sobre a área cromática (fora preto/branco/cinza), o que reduz o peso da extração.
2021
A safra mais lavada do recorte.
Entre as áreas coloridas, a saturação atinge o piso em 2021 (0.43) — a leva que venceu logo após o cancelamento de 2020. As cores existem, mas vêm mais apagadas.
2023
A cor reacende.
2023 reúne o ano mais claro (luminância 0.47) com a maior saturação cromática do período (0.59). O pico de vivacidade do recorte.
→ 24/25
E esfria de novo.
Em 2024–2025 a saturação cromática recua para ~0.48 e o tom volta a fechar. O respiro de 2023 não se sustentou nos dois anos seguintes — pelo menos no recorte Film Lions global.
67→47%
A temperatura oscila a cada ano.
A fatia quente da cor vai de 67% (2017) a 47% (2022) e volta a subir. Anos mais quentes (2017, 2021, 2023, 2025, ~60%) alternam com anos mais frios (2022, 2024, ~47%).
GP × Gold
Por nível de prêmio, o topo é um tom mais frio.
Comparados entre si: Grand Prix vêm levemente mais escuros (luz 0.38 vs 0.42) e um pouco menos quentes (53% vs 58%) que os Gold. Diferença sutil, mas consistente.
38→46%
A cor ganha espaço na tela.
A fatia efetivamente colorida da paleta (fora preto, branco e cinza) era ~38% em 2017–18 e fica em torno de 45–47% nos anos recentes. As peças premiadas de hoje preenchem mais o quadro com cor.
Brasil 2026
O país mais quente do festival.
O spotlight Brasil 2026 (24 cases, todas as categorias) é o recorte mais quente deste acervo: ~62% de tom quente (vs. média de ~26% no Film Lions global) e a maior saturação média de qualquer ano aqui registrado (0.39). Não é comparação direta — é escopo diferente —, mas sinaliza uma paleta criativa brasileira marcadamente mais vibrante e cromática.